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  • A Arte Milenar da Cutelaria

    A Arte Milenar da Cutelaria

    A arte da cutelaria tem ganhado cada vez mais adeptos pelo mundo. Resgatar os valores de paciência e perfeição ao se malhar o ferro até obter uma peça que carrega toda a força empregada em seu feitio é desejado por muitos puristas e consumidores que esperam ter produtos com muito personalidade e valor. Programas de TV e artesãos descobriram este filão. E o mais interessante é que malhar o ferro não é uma realidade muito distante de nós. Pelo contrário, tal habilidade está forjada no nosso DNA.

    Desde que o Homem descobriu como trabalhar o ferro, aproximadamente a 1200 anos A.C. a profissão do ferreiro é coberta de mistério e misticismos. Dobrar algo que é mais forte que o Homem era tarefa para feiticeiros, pensavam.

    Na pintura de Rubens Vulcano, o Raio de Júpiter [Zeus da mitologia grega] sendo forjado.

    Ferreiro forjando os raios de jupter

    Mas já se malhava metal bem antes disso. O cobre, primeiro metal dominado pelo Homem já era conhecido a pelo menos 4500 anos A.C.

    Para aqueles povos , o metal vinha como solução para poder construir armas e ter mais êxito na caçada e na defesa do território, produzir objetos sacros e posteriormente, adornos.

    artefatos de batalha da idade do Bronze
    University of Göttingen

    Temos visto muitos artesãos, que em seu tempo livre acabam por criar um negócio lucrativo criando peças magníficas, enviando-as para todos os cantos do mundo.

    Se você está buscando algo assim, usar seu espaço para conseguir uma renda extra ou até, fazer disto sua renda principal, aproveite agora o momento. Muitos cursos estão pipocando por aí, e fazer um é essencial neste ramos cheio de segredos.

    Fique ligado nos próximos artigos, iremos trazer mais dicas de autoprodução para você poder aumentar sua renda de forma criativa!

    Conheça outros cursos que garimpamos para você se reinventar, e obter uma renda extra

  • Esqueça o Preço – 5 formas de criar valor em seus produtos e serviços

    Esqueça o Preço – 5 formas de criar valor em seus produtos e serviços

    Esta é uma abordagem interessante, pois muitas vezes nos concentramos tanto em determinar o preço adequado para nossos produtos ou serviços, que esquecemos de considerar outras formas de criar valor para nossos clientes. Vamos descobrir algumas estratégias que podem nos ajudar nessa tarefa!

    Aqui está o ponto chave: é fundamental compreender a diferença entre valor e preço. Quando falamos de valor, estamos nos referindo ao quanto seu produto é desejado e apreciado pelos clientes. Já o preço é o valor monetário que você vai cobrar por ele. Manter o valor do seu produto é crucial para garantir um lucro satisfatório.

    1-Qualidade excepcional:

    Investir na qualidade dos seus produtos ou serviços é uma maneira infalível de criar valor. Os clientes estão dispostos a pagar mais quando percebem que estão adquirindo algo de alta qualidade, durável e confiável. Certifique-se de que seus produtos atendam ou até mesmo superem as expectativas dos clientes em termos de desempenho, durabilidade e acabamento.

    2-Experiência do cliente:

    A experiência que você proporciona aos seus clientes pode fazer toda a diferença. Foque em tornar cada interação com sua marca memorável e agradável. Isso inclui desde o atendimento ao cliente até a facilidade de uso do seu site ou loja física. Invista em treinamento para sua equipe, crie um ambiente acolhedor e esteja sempre disponível para ajudar. Uma experiência positiva fará com que os clientes se sintam valorizados e propensos a retornar.

    3-Personalização:

    As pessoas adoram se sentir únicas e especiais. Oferecer produtos ou serviços personalizados é uma ótima maneira de criar valor. Considere opções de customização, permitindo que os clientes escolham cores, tamanhos, designs ou recursos específicos de acordo com suas preferências individuais. Essa abordagem mostra que você se importa em atender às necessidades exclusivas de cada cliente, gerando um forte vínculo emocional.

    4-Inovação:

    A capacidade de inovar e trazer algo novo ao mercado é uma forma poderosa de criar valor. Esteja atento às tendências e necessidades emergentes do seu público-alvo e busque constantemente maneiras de melhorar seus produtos ou serviços. Pense além do convencional e ofereça soluções criativas e únicas. A inovação demonstra que você está à frente da concorrência e se esforça para oferecer algo verdadeiramente valioso aos seus clientes.

    5-Responsabilidade social:

    Cada vez mais, os consumidores estão valorizando marcas que demonstram responsabilidade social e sustentabilidade. Envolver-se em iniciativas sociais, apoiar causas relevantes e adotar práticas comerciais éticas pode gerar um diferencial significativo para sua marca. Mostre aos seus clientes que você se preocupa com o bem-estar da sociedade e do meio ambiente, e eles se sentirão orgulhosos em apoiar sua empresa.

    Lembre-se de que o preço não é o único fator que determina o valor percebido pelo cliente. Ao implementar essas estratégias, você criará um vínculo mais forte com seus clientes, aumentará a lealdade e, consequentemente, terá mais flexibilidade para estabelecer preços que reflitam o valor que você oferece. Foque em criar valor e o preço se tornará um aspecto secundário na mente dos seus clientes.

  • 5 livros para entender Design

    5 livros para entender Design

    É normal ficar perdido quando o assunto é Design. São tanto caminhos e problemas que esta profissão se envolve que as vezes é necessário parar e voltar ao básico. Excelente oportunidade para quem está curioso para conhecer um pouco mais sobre o tema. Seguem livros introdutórios, onde realmente você não precisa ser da área para entender e de divertir.

    #1-A Empresa Orientada Pelo Design – Marty Neumeier

    Livro sobre as vantagens de utilizar o Design na administração de empresas

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    Marty Neumeier consegue comunicar o que qualquer design sabe tacitamente fazer. O diferencial do livro é o senso de urgência que ele consegue imprimir a qualquer líder de empresa. Inove pelo design ou seja mais um liderando sua empresa por meio de soluções existentes com problemas também existentes que não criam valor real ao consumidor e usuário final. Se sua empresa quer oferecer um diferencial que coloque sua empresa a frente da concorrência então inove. Não sabe como começar, o livro dá ótimos motivos para você deixar suas preocupações de lado e partir para incorporação do design thinking à cultura organizacional da sua empresa.

    #2-Design Emocional – Donald A. Norman

    quais as potencialidades do design

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    Partindo do princípio dos três tipos de design – o visceral, o comportamental e o reflexivo -, o Donald A. Norman define o que é o ‘Design emocional’ – que intitula o livro -, estética que nos repulsa ou atrai a determinado produto. Utilizando exemplos que fazem parte do dia-a-dia da maioria das pessoas, como a interação com computadores, a produção e o uso de fotografias e os objetos comprados em viagens, o autor explora a grande dúvida que aflige as pessoas – saber se as coisas bonitas realmente funcionam melhor do que as feias.

    #3-Design para o mundo real – Victor Papanek

    Victor Papanek

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    Difícil de encontrar em português. Talvêz se encontre a sua versão em espanhol, mas este livro de Victor Papanek, desde que apareceu a 25 anos atrás, se tornou um clássico. É o livro mais lido hoje em dia sobre design. Victor examina as tentativas do design combater a mediocridade, insegurança, falta de utilidade das coisas, mas propondo o necessário para a sensibilidade e responsabilidade para o projeto de design.

    #4-Design Thinking – Tim Brown
    Livro essencial sobre o design praticado nos escritorios da IDEO

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    Este livro introduz a ideia de Design Thinking, um processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas com uma estratégia de negócios viável.
    Em resumo, o Design Thinking converte necessidade em demanda.

    É uma abordagem centrada no aspecto humano destinada a resolver problemas e ajudar pessoas e organizações a serem mais inovadoras e criativas.
    Escrito numa linguagem leve e embasada, este não é um livro de designers para designers, e sim uma obra para líderes criativos que estão sempre em busca de alternativas viáveis, tanto funcional quanto financeiramente, para os negócios e para a sociedade.

    Neste livro, Tim Brown, CEO da celebrada empresa de inovação e design IDEO, nos apresenta o design thinking.
    O design não se limita a criar objetos elegantes ou embelezar o mundo a nosso redor.
    Os melhores designers compatibilizam a exigência com a utilidade, as restrições com a possibilidade e a necessidade com a demanda.

    #5-Design do dia-a-dia – Donald A. Norman
    Livro classico para os estudantes de design

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    Por que alguns produtos satisfazem os consumidores, enquanto outros os deixam completamente frustrados? Em O design do dia a dia, o especialista em usabilidade Donald A. Norman analisa profundamente essa questão, mostrando que a dificuldade em manipular certos produtos e entender seu funcionamento não é causada pela incapacidade do usuário, mas sim por uma falha no design do que foi fabricado. Para o autor, design é mais do que dar uma bela aparência a alguma coisa: é um ato de comunicação, que transmite a essência da operação do objeto e implica o conhecimento do público para o qual ele foi criado. Ao longo dos capítulos, Donald A. Norman dá exemplos de produtos adequados e inadequados, além de mostrar de que forma o excesso de tecnologia pode comprometer a facilidade de utilização do que foi fabricado. Ele também ressalta a importância do poder de observação. Sabendo olhar com atenção a si mesma e aos outros, cada pessoa se torna capaz de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população em geral. Um observador cuidadoso consegue identificar as falhas de cada artigo ou serviço e apontar possíveis soluções para os problemas. Segundo o autor, um bom design reúne prazer estético, arte e criatividade, sem deixar de ser fácil de operar e de usar. As dicas, análises e considerações reunidas em O design do dia a dia tornam sua leitura interessante não só para quem trabalha com a fabricação de produtos, mas para todos nós, que diariamente temos que lidar com as engenhocas criadas por nossos semelhantes.

  • Criando a identidade visual do seu negócio

    Criando a identidade visual do seu negócio

    Um dos mais importantes meios de estreitar a relação com seu cliente é por meio da identidade visual do seu negócio. Identidade visual é comunicação direta. Normalmente a primeira impressão que seu cliente tem de você é por meio dos estímulos visuais e isso se reflete até no pós venda quando o cliente retorna a suas mídias sociais ou reconhece sua marca e se sente familiarizado em diversas outras situações. É uma estratégia de fidelização, mas muito mais de clareza da comunicação de sua marca.

    Para que você entenda um pouco mais do trabalho de criação de uma identidade visual, assista ao documentário abaixo, uma entrevista com o Designer Alexandre Wollner, responsável pela marcas mais conhecidas do Brasil. Seria coincidência?

  • Como Assim, Design?

    Como Assim, Design?

    O que é design? Como estudante de design, esta é uma pergunta que escuto com frequência, e tenho certeza você já se fez.

    Não se engane pelo tamanho da palavra. Design não é tão simples de explicar. Para começar, design é uma palavra que não tem tradução direta para o português. Não, design não significa desenho. A origem desta palavra tem relação com ‘significado’ (Sign, em inglês) algo mais como ‘designar’, ‘dar significado’.

    Já é um conceito interessante e revelador, até filosófico, mas neste momento gostaria de permanecer na camada mais prática, que venha a lhe dar uma boa idéia de por que cargas d’agua o nome deste profissional, dia ou outro, aparecerá rondando seu negócio.

    Grandes empresas já consideram seus departamentos de design como estratégicos. O designer utiliza de criatividade e outras ferramentas para lidar com o projeto das coisas e serviços que usamos e interagimos todos os dias. Ele concebe significados, usos, funções e até a forma estética de objetos.

    A placa de trânsito, eletrônicos, o sapato em seus pés, e até o fluxo de atendimento no seu banco. Todas estas coisas tem em comum um aspecto: Foram feitas para se relacionar com pessoas. E você interage com elas, por bem ou por mau. Durante nosso dia nos relacionamos com objetos e serviços de toda natureza. Alguns nos ajudam muito, outros nem tanto. E podemos dizer sem exageros que nossas melhores experiências de uso são na verdade fruto de bons projetos de design. Quando este sucesso é obtido de forma intencional, sabemos que se valeram de uma das mais importantes características do processo de design: A empatia – se colocar no lugar do outro.

    IDEO MOUSE

    Aqui sem demagogias, trata-se da capacidade do projetista vestir-se na pele do outro para enxergar as suas necessidades que direcionam e motivam o projeto. A empatia é a meu ver a “pedra filosofal” do designer. É uma habilidade que dificilmente nasce pronta no indivíduo, pois é diferente daquela empatia, virtude da alma, que desejamos a todos os seres humanos. Estamos falando de uma mistura de competências técnicas, capacidade de observação, experiência e repertório, que pelo trabalho do designer, transformam aquilo que seria um mero objeto, em um canal de comunicação com outra pessoa. Este é o diferencial deste profissional, que projeta observando aspectos culturais, ergonômicos, psicológicos, normativos, para obter a melhor conexão com o usuário.

    Quando o design surgiu, veio resolver uma necessidade industrial de fabricação de objetos, uma demanda cada vez maior e desafiadora. Mas sempre surgem problemas novos. Hoje departamentos de design são considerados estratégicos. Já vemos designers auxiliando departamentos a aplicarem ações dentro de grandes empresas.

    Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

    Isto se deve a percepção que o método de solução de problemas que este profissional domina, pode ser empregado a outros campos do conhecimento. Por este motivo empresas que buscam inovação e processos melhores, empregam designers em diversas áreas do seu negócio, por reconhecer que este pode auxiliar principalmente no projeto de experiências melhores tanto para os clientes externos como para os internos.

    O que achou? Nos próximos artigos pretendo detalhar melhor o trabalho do designer. Gostaria de conhecer melhor algum aspecto? Deixe nos comentários!

  • Cap. 17 – Projetando caixas de som: – Dicas para construção de caixas de som

    Cap. 17 – Projetando caixas de som: – Dicas para construção de caixas de som

    • -Construa caixas dutadas com alto falantes de alta sensibilidade para utilizar em palcos, teatros, instrumentos musicais, trio elétrico automotivo e ao ar livre. Não use alto-falantes automotivos para fazer estas caixas, pois estes tem baixa sensibilidade.
    • -Uma caixa mal vedada pode perder até 10dB no resultado final, sele bem a caixa por dentro, até mesmo se esta for dutada.
    • -Softwares que analisam o deslocamento do cone do falante necessitam de mais dados do que simplesmente Vas, Qts e Fs. Repare que os problemas com deslocamento ocorrem em freqüências muito baixas, de modo que você pode resolver abaixando um pouco o nível dos graves no aparelho de som.
    • -Alto falantes pequenos movimentam muito pouca massa de ar, portanto se quiser graves de 40Hz em locais maiores que seu quarto, esqueça os de 5″. principalmente se tiverem pouca excursão.
    • -Se quiser impressionar, procure descobrir a freqüência de ressonância do local onde você quer tocar sons graves e construa uma caixa com um pico de resposta nesta freqüência. Apesar da batida forte da caixa na região do pico, bom para músicas dançantes, a extensão de graves ficará prejudicada. E a audição prolongada pode causar fadiga devido ao “som de barril”.b
    • -Nas bass-relfex os dutos podem ficar para trás da caixa, desde que você não a encoste na parede. não permita que extremidade interna do duto fique próximo das paredes da caixa (pelo menos um diâmetro de dist.), e o posicione o mais distante possível do alto-falante.
    • -Carros grandes, do tipo tres volumes, não transferem bem os graves do porta-malas para o interior do veículo. O ideal é construir uma caixa band-pass, coloca-la no porta-malas e fazer uma passagem para comunicar o duto com o habitáculo.
    • -Quando dois ou mais alto falantes estão ligados juntos, lembre-se de observar a impedãncia resultante, para que seja compatível com a impedância de amplificador. Veja o link nº 23
    • -Se os alto falantes estiverem ligados juntos, via divisor de freqüências, Ex: um tweeter, um woofer e um mid-range, todos de 8ohms de impedância, a resultante também será 8ohms pois devido ao divisor, o amplificador “enxerga” cada falante individualmente.
    • -Músicas populares possuem suas batidas graves perto de 70Hz, ao projetar caixas que toquem ao ar livre e locais amplos, procure criar um pico de no máximo 4dB nesta região.
    • -Amplificador mais potente que o alto falante não é problema (aliás é o correto), o pior é amplificador fraco que distorce em altos volumes. A distorção aquece as bobinas e queima fácil os falantes.
    • -Para a ligação interna da caixa, use cabos de bitola coerente com a potência do falante.
    • -Não coloque nada no duto que interrompa a passagem do ar, nem mesmo telas. Não deixe também material absorvente próximo a extremidade interna do duto, nem em seu interior.

    Se você se interessa por estes assuntos e caso queira se aprofundar mais nesta área fascinante que inclui até mesmo conhecimentos de psico-acústica, recomendo que consulte estas referências e endereços web abaixo. Selecionei os melhores sites sobre o assunto para que aqui você não fique sem respostas. Prepare um lanche, acomode-se e navegue:

    Veja também:

    LINKS IMPORTANTES E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
     
    Fabricantes de alto-falantes:
     
    1.        Selenium(br)                     www.selenium.com.br
    2.        JBL                                 www.jbl.com  e www.jblpro.com
    3.        Bravox(br)                        www.bravox.com.br
    4.        Bravox USA                       www.bravoxaudio.com
    5.        Bomber(br)                       www.bomber.com.br
    6.        VIFA                                www.ampslab.com
    7.        Audax                              www.audax.com
    8.        Snake                              www.snakepro.com
     
    Fabricantes de caixas:
     
    9.        Castle                             www.castle.uk.com
    10. B&W                                www.bwspeakers.com
    11.     Tannoy                            www.tannoy.com
    12.     Staner                             www.staner.com
    13.     Dynaudio                         www.dynaudio.com
    14.     Klipsch                                      www.klipsch.com
    15.     Behringer                         www.behringer.com
     
    Sites sobre o assunto:
     
    16.     Basic car audio                 www.bcae1.com
    17.     Audio HiFi DIY                   www.audio-nova.com/Innehall/audionova_DIY.htm
    18.     Audio HiFi                         www.members.tripod.com/nanhifi
    19.     DIY subwoofers                 www.diysubwoofers.org
    20.     EPanorama                        www.epanorama.net
    21.     Audio List(br)                    www.audiolist.cjb.net
    22.     Autosom (artigos) (br)        www.autosom.net
    23.     Associação de falantes(br)  www.bravox.com.br/textostecnicos_associacoes.asp
    24.     Speaker building                www.speakerbuilding.com
    25.     Dicas sobre audio(br)         www.infobrasilia.com.br/som1.htm
    26. Curso de acústica(br)          email.feb.unesp.br/~jcandido/acustica/ 
    27.     Informações gerais(br)        www.paginadosom.com.br
    28.     Softwares para calculo       www.speakerbuilding.com/software
    29.     Projetos e artigos HiFi(br)   www.geocities.com/CapeCanaveral/9096/lt.htm
    30.     Glossário(br)                     www.performancenet.com.br/glossario.htm
    31.     STUDIOR – artigos(br)        www.studior.com.br/suporte.htm
     
    Sobre divisores de frequencia:
    (veja também nos links: 1 e 31)
    32.     www.bcae1.com/xoorder.htm
    33.     www.the12volt.com/caraudio/cross.asp
    34.     www.termpro.com/articles/xover2.html

    Livros:

    1. DICKASON, Vance – Caixas Acústicas e Alto-Falantes – ed: H. Sheldon
    1. JBL PROFESSIONAL – Sound System Design Reference manual – disponível em jblpro.com
    1. MIROL, Victor A. – A janela sonora e as palavras que a definem – disponível na WEB em clubedoaudio.com.br/metodo.htm
    1. SELENIUM ALTO-FALANTES – Projetos de sonorização – disponível na WEB em selenium.com.br
    1. SETTE, Homero – Análise e síntese de sistemas de radiação direta pelo método de Thiele-Small – Revista Saber Eletrônica Nº 228 – 231 – 1992
    1. STUDIO R – Interface amplificador falante em regime de alta potência – disponível em studior.com.br/aes2000.pdf

  • Cap. 16 – Projetando caixas de som: O que é potência RMS e potência PMPO

    Cap. 16 – Projetando caixas de som: O que é potência RMS e potência PMPO

    Ao selecionar um alto falante para sua caixa de som, lembre-se: alto-falante não tem potencia. Ele suporta potência. Alto falante é um componente passivo, que transforma energia. Um alto falante de 120W RMS suporta eletricamente 120W sem queimar, porém, se o amplificador for de apenas 50W, tocará igual a outro alto-falante de paramentros similares, ligado no mesmo amplificador. Isto sem contar que tem muita perda no caminho antes de virar som.

    Com relação aos valores de potência, o leitor já deve ter se deparado com números assustadores e não coerentes. Por exemplo, um aparelho tres-em-um  a venda no supermercado tem uma etiqueta que diz possuir 4000 Watts de potência. Será verdade? Isso seria admitir que este aparelho consome tanta energia quanto um chuveiro elétrico. O que acontece nestes casos é a unidade de medida que o fabricante utilizou. Na maioria das vezes, potência PMPO, ou seja, uma forma de medir a potência máxima que o aparelho pode gerar, mesmo que seja por um instante mínimo de tempo, até menor que centésimos de segundo. Como não há padronização para esta medida, o próprio fabricante definie como fazer a medição da potência PMPO. Isto trata-se de uma jogada de “marketing” para impressionar o cliente.

    Qual a potência do alto falante que devo considerar?

    A medição de potência padronizada pela ABNT é a que vale. Medida em um período de tempo padronizado onde se possa definir a potência média que foi trabalhada pelo aparelho sem que ocorra sua queima. Esta é a potência RMS ou conhecida como  potência real média, esta serve como parâmetro de comparação e deve vir sempre especificada pelo menos no manual do fabricante. Já me deparei com aparelhos que anunciavam 400W na frente de seu painel, mas no manual estava especificada a potência RMS de míseros 6W por canal. Este mesmo raciocínio vale para alto falantes. Nossa referência é potência RMS.

    O projeto da caixa de som pode influenciar

    Ainda temos um agravante: A potência RMS é a que o alto falante suporta eletricamente. Na maioria das vezes o limite mecânico imposto pelo Xmax ocorre em potências muito inferiores a suportada pelo alto-falante. Isto depende do projeto da caixa e da faixa em que ela irá trabalhar, por isso torna-se importante o cálculo e simulação da caixa antes da compra do alto-falante.Senão você comprará um alto falante de 500W, mas que irá poder funcionar apenas com 100W para não destruir o cone por excesso de excursão.

    Em música existe um parâmetro conhecido como dinâmica (ref: 3). Isto é a diferença entre o som mais “fraco” que toca em uma música e o mais “forte”. Qualquer aparelho em volume médio deve conseguir reproduzi-los todos. Vejamos o exemplo de uma típica musica de rock. Se tomarmos somente a variação dinâmica entre o volume médio normal no decorrer da música e os momentos de pico, encontraremos uma variação de 12dB, isto chama-se fator de crista (ref: 6). Agora vejamos, se o sujeito estiver ouvindo em um volume onde o desenvolvimento normal da música consome 2W do sistema. Quando em uma passagem mais forte da música, como um grito do vocalista ou uma base de guitarra onde atinja 12dB acima do nível médio, veja qual a potência necessária para reproduzi-lo:

    Formula para calculo de protencia em audio

    Veja que não é todo aparelho que fornece esta potência. Imagine que você estivesse tocando para uma multidão, onde seu sistema já desenvolvia em volume médio de 50W. Se calcular vai ver que necessitaria de 750W nas passagens mais fortes!! Ou ainda, se imagine ouvindo música clássica, onde o fator de crista pode chegar a 30dB.

    forma de onda no osciloscópio

    Quando a potência requerida é maior que a do amplificador, a onda é ceifada e ocorre distorção por saturação do equipamento. A onda perde seu formato, se torna quase quadrada e perde suas informações de timbre. Veja na fig. Acima, a onda ainda dentro dos limites do amplificador e a que excede a potência max. Por aí percebemos que alta potência em um sistema funciona como uma reserva de energia e não para escutar em volume máximo. Exceto se o controle de volume do aparelho já fora projetado pensando isso. A potência PMPO tinha a intenção inicial de especificar a capacidade que certos aparelhos tinham de fornecer alta potência nestes momentos de maior dinâmica, mas como não houve padronização, não serve de comparação hoje.

    Veja também:

  • Cap. 15 – Projetando caixas de som: Qualidade e mercado – 7 dicas para escolher um bom alto falante

    Cap. 15 – Projetando caixas de som: Qualidade e mercado – 7 dicas para escolher um bom alto falante

    O mercado de som automotivo

    O mercado de alto falantes hoje em dia é um “campo minado”. Se você procurar um pouco, poderá encontrar muita coisa boa, mas duvido que não vá esbarrar em muita “bomba” que tem por aí. Fabricantes abusam da publicidade e pecam na qualidade final. Falantes coloridos, que brilham, cromados etc. Nem sempre estes adereços contribuem para a qualidade da reprodução.

    Como o foco da atenção dos fabricantes está sobre o mercado automotivo e profissional, fica difícil encontrar alto-falantes pequenos destinados a outras aplicações que requerem mais qualidade. O pessoal que gosta de som residencial e hi-fi acabou prejudicado, pois nas lojas só se encontram os equipamentos automotivos, que possuem parâmetros e até formatos otimizados para serem aplicados em veículos e os profissionais, que esbanjam robustez, mas normalmente são grandes e superdimensionados para nossas aplicações.

    A solução recai sobre os importados. Isto não quer dizer que você não pode usar um falante automotivo para fazer uma caixa para seu Home Theater, é na hora dos cálculos que você começara a ver grandes diferenças que irão definir sua escolha.

    Como escolher um bom alto falante?

    Com um pouco de vivência com os parâmetros técnicos dos alto-falantes logo você estará conseguindo separar as razões.

    1. De início, comece a desconfiar daquelas marcas que apresentam valores de potências absurdos. Podem estar informando potencia PMPO, que não há padrão.
    2. Não escolha alto-falantes de imas pequenos e bordas estreitas para caixas de sub-graves. Subwoofers possuem bordas largas para permitir grande movimento do cone do alto falante .
    3. Evite falantes de QTS alto (>0,5) quando você estiver querendo sistemas compactos.
    4. Visualmente falando, o falante que lhe proporciona bom rendimento em caixas sub-graves compactas normalmente possui ima grande (QTS baixo), e bordas largas e macias.
    5. É muito importante observar a qualidade e rigidez do cone, bem como a qualidade das bordas e colagens.
    6. Observe sempre a sensibilidade do falante (SPL). Deve estar especificada em dB W/m. Isto quer dizer que um alto falante de SPL=93dB W/m, ligado a um amplificador de 250W toca igual a outro de 90dB W/m ligado a um sistema de 500W (lembre-se que ao dobrar a potência, tem -se um ganho de +3dB ( ref. 2).
    7. Baseie-se também pelos anúncios e catálogos de fabricantes que já atuam a algum tempo com sucesso no ramo de sonorização profissional e hi-fi. Isto porque equipamentos de má qualidade não sobrevivem nestes mercados e provavelmente a mesma tecnologia será utilizada em seus demais produtos.

    Veja também:

  • Cap. 9 – Projetando caixas de som: Mecânica das caixas de som

    Cap. 9 – Projetando caixas de som: Mecânica das caixas de som

    Chegado a este ponto, depois de ver que uma caixa depende de tantos parâmetros, você deve estar se perguntando qual a implicação do tipo de material e métodos de construção no resultado final da caixa.

    Se recapitularmos a finalidade da caixa acústica, veremos que a função de isolar as ondas sonoras em seu interior só pode ser cumprida se as paredes forem suficientemente rígidas para que não vibrem junto com o alto falante. Senão seria como admitir que o alto falante não é o único gerador de som da caixa. As paredes da caixa não podem apresentar vibrações e devem isolar todas as ondas sonoras que possam prejudicar o resultado final.

    Mesmo tomando todos os cuidados, não existe um material tão rígido que não vibre. Este efeito produz um som reverberante muito desagradável, como quando alguém fala com a cabeça dentro de um balde. É razoável imaginar que a vibração aconteça pois, dissemos que as ondas da parte de trás do falante são aprisionadas pela caixa. Estas ondas possuem certa energia que é transferida às paredes da caixa quando as tocam. Para evitar este efeito existe a necessidade de absorver esta energia antes que se transforme em vibração ou que amorteça as paredes para que cessem logo de vibrar. Faz-se isso adicionando material de alta densidade, pesados, internamente à caixa como, borrachas densas, como aquelas usadas para forrar bancada de oficinas ou camadas vigorosas de betumem (piche ou manta asfática). Uma caixa bem amortecida deve apresentar um som seco e sem sustentação quando você der “soquinhos” em suas paredes.

    Portanto podemos perceber que uma caixa acústica deve possuir paredes que ofereçam tanto rigidez quanto amortecimento. Viu porque boas caixa nunca são leves demais! Na seção de links, em fabricantes de caixas, procure por desenhos das caixas para ter alguns exemplos.

    Se dissemos que algumas paredes podem vibrar, temos alguns fatores que promovem este efeito, como baixa resistência a flexão e a baixa espessura do material (já viram como vibram aquelas caixas de mini-systems feitas de plástico?).

    Paredes feitas em materiais de alta densidade e rígidos, são muito boas acusticamente, necessitando apenas de uma forma de se amortecer as vibrações menores. Por exemplo, o aço é rígido, e necessita de muita potência para faze-lo vibrar devido a sua grande massa. Porém sem amortecimento, mesmo pequenas excitações fazem suas paredes ecoarem como sinos. Outros materiais mais nobres apresentam muitas vantagens juntas: rigidez, amortecimento e alta densidade, como o granito ou concreto por exemplo. Mas caixas construídas nestes materiais podem ser inviáveis devido ao peso e dificuldade de construção. O material que atualmente representa o melhor custo benefício continua sendo a madeira. Apesar de ser menos rígida e densa que os granitos, oferece vantagens em toda fase de fabricação da caixa.

    As madeiras mais utilizadas para se construir caixas são o compensado, o aglomerado e o MDF. Cada qual com suas vantagens. Não é comum utilizar madeira maciça, pois não se tem propriedades uniformes ao longo da peça, mas você pode experimentar também.

    O compensado utilizado é aquela madeira formada de várias camadas sobrepostas. É um material muito rígido e fácil de encontrar. Resiste a impactos e é fácil de se trabalhar. Não serve  compensado “virola” porque é “oco”. E nem aqueles pintados de roxo para usar em obras, porque são de baixíssima qualidade e separam sua camadas.

    Quanto ao aglomerado, muitos já devem conhecer, ele é aquele material feito de serragem de madeira prensada com cola, ele esfarela se for exposto a umidade e não suporta se aparafusado muitas vezes no mesmo furo. Também não suporta impactos de transportes, portanto esqueça este material para usar em equipamentos para shows. Use compensado. Mesmo assim ele é um bom material no ponto de vista acústico, é rígido e é barato. Se for fazer uma caixa para usar em casa, ou uma caixa que não será tão “judiada”, escolha este material. Mas cuidado, ele exige certa prática para montar, pois não aceita pregos e costuma lascar as bordas.

    Quando for comprar aglomerado, certifique-se da qualidade, apesar de ser serragem prensada, tem aspecto liso dos dois lados, veja um pedaço cortado e confira se a serragem é uniforme e fina. Não compre se houver pedaços grandes de madeira ao invés de serragem em seu interior. Agora se a grana estiver sobrando, o melhor material é o MDF.

    MDF é uma sigla em inglês que significa “fibras de média densidade”. É parecido com o aglomerado, serragem prensada, mas é uma serragem muito mais fina, tipo pó. É uma madeira muito rígida e pesada (densa), que apresenta boas qualidades de amortecimento. Também tem aspecto liso e claro de ambos os lados. Porém é um pouco mais cara que o compensado. Como o aglomerado, trabalhe com parafusos. Esta madeira é comumente usada para se fazer armários e cozinhas planejadas, em qualquer marceneiro você consegue ver. Também fica a dica, você pode adquirir a madeira já cortada nos tamanhos com marceneiros ou distribuidores, mas procure bem porque o preço varia muito.

    Lembre-se que quanto mais espessa for a madeira melhor. Uma boa forma de averiguar a espessura necessária para se ter uma boa caixa é considerar que ela deve ser ,mais ou menos, 1/20 da maior dimensão da caixa.

    Alguns fabricantes inventam outros tipos de materiais, na intenção de melhorar as características da caixa, mas também de facilitar o seu processo produtivo e diminuir custos. São o caso das caixas injetadas em plásticos de alta densidade ou resinas misturadas com minerais.

    A maneira de se montar uma caixa também influi em seu resultado final. Todo corpo possui uma freqüência natural de vibração. Isto inclui as paredes da caixa também. Cada parede terá um modo de vibração que vai depender de suas dimensões, massa, etc. Aqui vemos que o pior formato para uma caixa seria o cubo, pois teríamos seis paredes vibrando igualmente, somando os efeitos citados anteriormente.

    caixa de som vista por dentro

    Para se fornecer maior rigidez a paredes de caixas acústicas, as vezes são necessários reforços de modo que estes apoiem o painel, dividindo-o em duas ou mais partes menores, mas preferencialmente de dimensões não múltiplas entre si.

    Veja esta figura de uma caixa para som Hi-Fi, repare que já logo atrás do Woofer há um reforço horizontal, seguido de outro um pouco acima e outro vertical, mas repare que eles não dividem as paredes  em partes iguais. Repare também que o reforço vertical forma um volume para o alto falante de médios dentro da própria caixa de graves. Outra caixa dentro da caixa. Isto é perfeitamente possível desde que fique bem vedado depois de fechada. Há também outros menores, que estão até inclinados.  Deste modo ,mesmo depois de tantos reforços, se ainda houverem vibrações, pode-se garantir que estas não ocorrerão na mesma freqüência e não haverá soma de efeitos. Note que o reforço horizontal logo atrás do woofer não divide o volume da caixa, ele tem ranhuras que ainda permitem a comunicação da parte inferior da caixa com a parte superior, a função é mesmo só reforçar a parede. A prática mostrou que o tipo de escora mais eficiente é aquela colada longitudinalmente a maior dimensão da caixa, ao contrário das da foto, que estão na transversal, mas mesmo assim proporcionando bons resultados.

    Para toda caixa que possuir pelo menos duas paredes paralelas, existirão uma série de ondas que possuem comprimento múltiplo inteiro das distâncias entre as paredes. São ondas estacionarias. Estas ondas ,que provocam ressonâncias internas, podem ser minimizadas com projetos de caixas que não possuam paredes paralelas, ou com o auxílio de materiais que as absorvam.

    manta de fibra de vidro enrolada

    Lã de Vidro

    Manta acrílica, lã de vidro ou rocha, pasta de algodão, espuma acústica, são alguns do materiais utilizados para absorver estas reflexões internas a caixa. São encontradas em casas de materiais para refrigeração ou mesmo sonorização. Não são muito eficientes se forem coladas nas paredes, a não ser que em camadas vigorosas como a figura abaixo:

    construcao de uma caixa em linha de transmissao

    Uma outra forma de se aplicar estes materiais é ao invés de serem colados às paredes da caixa, serem colocados próximo a centro de volume, enrolados nas travessas de reforço ou em formato de caracol, mas sempre em quantidade que ocupe +/-50% de todo o volume da caixa. Vale lembrar que a adição de material absorvente causa uma elevação virtual de aproximadamente 15% no volume da caixa, ou seja, na hora dos cálculos, insira na fórmula um volume um pouco maior que o real caso você estiver utilizando material absorvente. Em caso de caixas de competição, não use, pois a caixa perde um pouco de rendimento.

    A ordem e aplicar primeiro algum material amortecedor nas paredes caso estas tenham tendência de ficarem vibrando prolongadamente, e sobre ele, aplicar o material absorvente.

    Ainda pode-se reduzir tais ressonâncias, pela adoção de dimensões para a caixa não múltiplas entra si. As proporções mais aceitas hoje em dia entre as dimensões de uma caixa para que as ressonâncias sejam mínimas são: 2,6 – 1,6 – 1. Não importando o que é altura, profundidade ou comprimento. Mas pode-se utilizar outras proporções, desde que não sejam múltiplas. Vemos aqui novamente que o pior formato é o cúbico.

    Ainda é importante dizer que o correto funcionamento de uma caixa depende muito de sua vedação. Todo vazamento de ar constitui perdas e redução de rendimento.  Portanto depois de construída, deve-se passar massa de calafetar, massa plástica, ou até cola misturada com serragem bem fina, por todas as junções internas da caixa. No alto-falante, use massa de calafetar na sua junção com a face da caixa. Não use silicone, pois enquanto seca, a cola de silicone exala gases ácidos que podem danificar o falante.

    Feche a caixa travando com parafusos e cola de madeira. Em certas caixas, a pressão no interior fica tão grande que se colocar pregos, a caixa pode começar a abrir.

    O furo do alto falante deve ser justo, mas não apertado para não correr o risco de empenar o falante. Use parafusos de fenda Philips para não correr o risco da chave de fenda escapulir e furar o alto-falante novinho.

    Veja valores dos diâmetros aproximados dos furos para o falante :

    Falante (poleg.)Dia. Furo aprox (mm)
    8185
    10232
    12280
    15352
    18420

    Veja também:

  • Cap. 4 – Projetando caixas de som: o que é Decibel?

    Nosso ouvido é um instrumento muito especializado. Dotado de uma mecânica fina e muito precisa, consegue apreciar tanto sons muito fracos, como uma agulha que cai, quanto explosões sonoras de alta intensidade, como um lançamento de um foguete por exemplo.

    A unidade de medida de intensidade sonora é o decibel. Esta unidade foi criada para se tratar diferenças entre grandezas como voltagem, corrente, potência etc. A razão principal para a criação desta unidade foi que por se tratar de uma escala logarítmica, pode-se comparar e trabalhar intensidades de sinal muito pequenas com outras muito grandes. Como se não bastasse, nossa audição também reage a estímulos de forma logarítmica, de modo que o decibel torna-se uma unidade que se casa perfeitamente com nossa necessidade.

    Se percebece-mos os sons de forma linear ao invés de logarítmica, teríamos muita dificuldades de ouvir sons fracos, como um sussurro, mas se uma porta batesse um pouco mais forte, pensaríamos que se tratava do fim do mundo. Por este motivo, as vezes, não acreditamos que um som está alto demais, pois a partir de certo ponto não percebemos tão bem as diferenças de amplitude.

    O decibel é definido como uma razão logarítimica. Para saber qual a diferença em decibéis ao aumentar a potência de um sinal, deve-se primeiro conhecer a potência de referência P0 e a nova potência P1 :

    dB = 10 x log(P1/P0)

    Por exemplo, a diferença em dB que se consegue ao injetar 100Watts em uma caixa que antes tocava  50Watts é:

    10 x log(100/50) = 10 x log(2) = 3dB

    Logo, se antes a caixa tocava 110dB a 50W, agora toca 113dB a 100W   

    Na prática, quando se dobra a potência, o nível em dB cresce três unidades. 

     A menor variação de intensidade sonora que podemos detectar é 1dB, mas na prática, devido a diferenças fisiológicas entre as pessoas, a média corresponde a 3dB.

    A intensidade sonora ou SPL, do inglês “Sound Pressure Level”,  também varia com a distância, por isso sempre que especificar uma caixa ou alto-falante, deve-se dizer a que distância o som foi medido, para que sirva como comparação válida. 

    A fórmula é parecida com a anterior. Para avaliar o SPL em função da distância, troca-se as potências pelas distâncias de referência (d0) e nova distância (d1):

    dB = 20 x log(d1/d0)

    Você perceberá que na prática o SPL cai seis unidades a medida que se dobra a distância de audição

    Níveis de pressão sonora de alguns sons:

    Ouvir música em volumes muito altos acaba provocando desconforto e cansaço mesmo que antes dos 100dB. O volume ideal para se ouvir música de forma prolongada e sem que provoque desconforto ou dores de cabeça é em torno de 65dB.

    Tudo isto foi dito, pois é preciso entender o que é o Decibel , para podermos entender um dado fundamental das caixas de som: A curva de resposta.

    É a característica da caixa. A faixa de freqüências que a caixa consegue tocar e a intensidade de reprodução em cada frequencia.

    Para se levantar dados para esta curva, um aparelho gerador de sinais de referência, produz uma varredura de freqüências de intensidade constante, que começa antes de 20Hz e vai até depois de 20KHz . Com um microfone capta-se o som da caixa e a intensidade é registrada para cada freqüência. Cada valor é plotado em um gráfico e….

    ….Ao unir os pontos, temos a curva de resposta da caixa de som, como visto ao lado.

    A partir deste gráfico ondulado iremos entender se uma caixa pode tocar bem os tons graves, médios e agudos.

    Repare que a curva torna-se plana a partir de 100Hz (apesar das pequenas irregularidades, considera-se plana) e permanece assim até 20KHz. Esta planicidade é importante pois garante que todos os sons compreendidos dentro desta faixa serão reproduzidos na mesma proporção com que foram gravados. Note que abaixo de 100Hz, a intensidade dos sons da caixa cai quase que linearmente. Isto é perfeitamente normal, depende do conjunto falante-caixa. Como é padrão considerar uma tolerância de +/-3dB, pode-se dizer que esta caixa toca de 70Hz a 20KHz a +/-3db. Este rendimento corresponde a quase todas as caixas de conjunto mini-system do mercado.

    Sejamos francos, qualquer alto falante, em qualquer caixa, vai gerar som quando for ligado a um aparelho apropriado. De fato tocará música e podemos até compreender todas as palavras que o cantor dissesse. Então você deve estar se perguntando: Para que então tanta ladainha? vamos logo construir esta caixa!

    Calma que eu explico:

    Um alto falante trata-se de um aparelho que retém em si conceitos de engenharia e conhecimentos muito avançados de mecânica ondulatória. Um projeto de um alto falante, pode demandar de meses a anos de trabalho, dependendo do grau tecnológico da empresa. Durante este período são estudadas as maneiras para que este componente de mecânica fina reproduza o mais fielmente possível a peça musical tal como ela fora executada no ato da gravação. Deve-se considerar ainda que o principal ator neste processo é o ar e que este altera drasticamente suas propriedades de acordo com a temperatura, pressão, umidade etc. Imagine o esforço dos engenheiros em acomodar todas estas variáveis, para que o resultado final seja satisfatório. Durante sua produção, todo o processo é controlado nos mínimos detalhes para que cada peça fabricada seja igual a seguinte, com exatidão nas casas decimais. Sendo assim não podemos pegar um alto falante novinho e instala-lo em qualquer caixa, provavelmente estaríamos jogando por água abaixo todo o trabalho daquelas pessoas. Você acaba comprando um ótimo produto, mas por colocar em uma caixa não adequada, este acaba por não render como você esperava e a sensação é de dinheiro jogado fora. Pergunte para quem trabalha com campeonatos de intensidade sonora, qual a importância de cálculos precisos. Verá a preocupação que eles tem em extrair o máximo dos alto falantes, o que nem sempre se resume a colocar mais potência, mas sim um projeto de caixa mais preciso.

    Se a preocupação for com qualidade de reprodução, você realmente irá executar um trabalho que deixaria os engenheiros muito felizes. Isto porque estes veriam seu alto falante realizando exatamente o trabalho para o qual foi projetado. Mas há ainda uma razão importantissima para calcular sua caixa: A caixa errada pode danificar um altofalante, por permitir o movimento descontrolado do cone, por exemplo.

    Por estas e outras que o leitor compreenderá de agora para frente a importância dos cálculos das caixas acústicas, porque como o próprio título diz, queremos aqui aprender a construir caixas de qualidade superior!

    Veja também: