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A Arte Milenar da Cutelaria

A arte da cutelaria tem ganhado cada vez mais adeptos pelo mundo. Resgatar os valores de paciência e perfeição ao se malhar o ferro até obter uma peça que carrega toda a força empregada em seu feitio é desejado por muitos puristas e consumidores que esperam ter produtos com muito personalidade e valor. Programas de TV e artesãos descobriram este filão. E o mais interessante é que malhar o ferro não é uma realidade muito distante de nós. Pelo contrário, tal habilidade está forjada no nosso DNA.

Desde que o Homem descobriu como trabalhar o ferro, aproximadamente a 1200 anos A.C. a profissão do ferreiro é coberta de mistério e misticismos. Dobrar algo que é mais forte que o Homem era tarefa para feiticeiros, pensavam.

Na pintura de Rubens Vulcano, o Raio de Júpiter [Zeus da mitologia grega] sendo forjado.

Ferreiro forjando os raios de jupter

Mas já se malhava metal bem antes disso. O cobre, primeiro metal dominado pelo Homem já era conhecido a pelo menos 4500 anos A.C.

Para aqueles povos , o metal vinha como solução para poder construir armas e ter mais êxito na caçada e na defesa do território, produzir objetos sacros e posteriormente, adornos.

artefatos de batalha da idade do Bronze
University of Göttingen

Temos visto muitos artesãos, que em seu tempo livre acabam por criar um negócio lucrativo criando peças magníficas, enviando-as para todos os cantos do mundo. É o caso do Daniel Gontijo, que faz sucesso internacional com as facas ORK

Se você está buscando algo assim, usar seu espaço para conseguir uma renda extra ou até, fazer disto sua renda principal, aproveite agora o momento. Muitos cursos estão pipocando por aí, e fazer um é essencial neste ramos cheio de segredos.

Um dos mais renomados é o do curso do professor Berardo. O Professor Berardo, Possui o Master Smith pela American Bladesmith Society e Mestre Cuteleiro pela Confederação Italiana de Cutelaria. As duas mais cobiçadas Certificações Internacionais da Cutelaria Mundial.

ferreiro nos tempos modernos

Já com mais de 400 alunos cuteleiros, hoje o seu objetivo é ajudar a aumentar o nível e a qualidade da cutelaria. veja o curso

Fique ligado nos próximos artigos, iremos trazer mais dicas de autoprodução para você poder aumentar sua renda de forma criativa!

Conheça outros cursos que garimpamos para você se reinventar, e obter uma renda extra

livro acerto em frente estante

5 livros para entender Design

É normal ficar perdido quando o assunto é Design. São tanto caminhos e problemas que esta profissão se envolve que as vezes é necessário parar e voltar ao básico. Excelente oportunidade para quem está curioso para conhecer um pouco mais sobre o tema. Seguem livros introdutórios, onde realmente você não precisa ser da área para entender e de divertir.

#1-A Empresa Orientada Pelo Design – Marty Neumeier

Livro sobre as vantagens de utilizar o Design na administração de empresas

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Marty Neumeier consegue comunicar o que qualquer design sabe tacitamente fazer. O diferencial do livro é o senso de urgência que ele consegue imprimir a qualquer líder de empresa. Inove pelo design ou seja mais um liderando sua empresa por meio de soluções existentes com problemas também existentes que não criam valor real ao consumidor e usuário final. Se sua empresa quer oferecer um diferencial que coloque sua empresa a frente da concorrência então inove. Não sabe como começar, o livro dá ótimos motivos para você deixar suas preocupações de lado e partir para incorporação do design thinking à cultura organizacional da sua empresa.

#2-Design Emocional – Donald A. Norman

quais as potencialidades do design

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Partindo do princípio dos três tipos de design – o visceral, o comportamental e o reflexivo -, o Donald A. Norman define o que é o ‘Design emocional’ – que intitula o livro -, estética que nos repulsa ou atrai a determinado produto. Utilizando exemplos que fazem parte do dia-a-dia da maioria das pessoas, como a interação com computadores, a produção e o uso de fotografias e os objetos comprados em viagens, o autor explora a grande dúvida que aflige as pessoas – saber se as coisas bonitas realmente funcionam melhor do que as feias.

#3-Design para o mundo real – Victor Papanek

Victor Papanek

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Difícil de encontrar em português. Talvêz se encontre a sua versão em espanhol, mas este livro de Victor Papanek, desde que apareceu a 25 anos atrás, se tornou um clássico. É o livro mais lido hoje em dia sobre design. Victor examina as tentativas do design combater a mediocridade, insegurança, falta de utilidade das coisas, mas propondo o necessário para a sensibilidade e responsabilidade para o projeto de design.

#4-Design Thinking – Tim Brown
Livro essencial sobre o design praticado nos escritorios da IDEO

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Este livro introduz a ideia de Design Thinking, um processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas com uma estratégia de negócios viável.
Em resumo, o Design Thinking converte necessidade em demanda.

É uma abordagem centrada no aspecto humano destinada a resolver problemas e ajudar pessoas e organizações a serem mais inovadoras e criativas.
Escrito numa linguagem leve e embasada, este não é um livro de designers para designers, e sim uma obra para líderes criativos que estão sempre em busca de alternativas viáveis, tanto funcional quanto financeiramente, para os negócios e para a sociedade.

Neste livro, Tim Brown, CEO da celebrada empresa de inovação e design IDEO, nos apresenta o design thinking.
O design não se limita a criar objetos elegantes ou embelezar o mundo a nosso redor.
Os melhores designers compatibilizam a exigência com a utilidade, as restrições com a possibilidade e a necessidade com a demanda.

#5-Design do dia-a-dia – Donald A. Norman
Livro classico para os estudantes de design

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Por que alguns produtos satisfazem os consumidores, enquanto outros os deixam completamente frustrados? Em O design do dia a dia, o especialista em usabilidade Donald A. Norman analisa profundamente essa questão, mostrando que a dificuldade em manipular certos produtos e entender seu funcionamento não é causada pela incapacidade do usuário, mas sim por uma falha no design do que foi fabricado. Para o autor, design é mais do que dar uma bela aparência a alguma coisa: é um ato de comunicação, que transmite a essência da operação do objeto e implica o conhecimento do público para o qual ele foi criado. Ao longo dos capítulos, Donald A. Norman dá exemplos de produtos adequados e inadequados, além de mostrar de que forma o excesso de tecnologia pode comprometer a facilidade de utilização do que foi fabricado. Ele também ressalta a importância do poder de observação. Sabendo olhar com atenção a si mesma e aos outros, cada pessoa se torna capaz de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população em geral. Um observador cuidadoso consegue identificar as falhas de cada artigo ou serviço e apontar possíveis soluções para os problemas. Segundo o autor, um bom design reúne prazer estético, arte e criatividade, sem deixar de ser fácil de operar e de usar. As dicas, análises e considerações reunidas em O design do dia a dia tornam sua leitura interessante não só para quem trabalha com a fabricação de produtos, mas para todos nós, que diariamente temos que lidar com as engenhocas criadas por nossos semelhantes.

esboço sketch de um carro compacto urbano

Como Assim, Design?

O que é design? Como estudante de design, esta é uma pergunta que escuto com frequência, e tenho certeza você já se fez.

Não se engane pelo tamanho da palavra. Design não é tão simples de explicar. Para começar, design é uma palavra que não tem tradução direta para o português. Não, design não significa desenho. A origem desta palavra tem relação com ‘significado’ (Sign, em inglês) algo mais como ‘designar’, ‘dar significado’.

Já é um conceito interessante e revelador, até filosófico, mas neste momento gostaria de permanecer na camada mais prática, que venha a lhe dar uma boa idéia de por que cargas d’agua o nome deste profissional, dia ou outro, aparecerá rondando seu negócio.

Grandes empresas já consideram seus departamentos de design como estratégicos. O designer utiliza de criatividade e outras ferramentas para lidar com o projeto das coisas e serviços que usamos e interagimos todos os dias. Ele concebe significados, usos, funções e até a forma estética de objetos.

A placa de trânsito, eletrônicos, o sapato em seus pés, e até o fluxo de atendimento no seu banco. Todas estas coisas tem em comum um aspecto: Foram feitas para se relacionar com pessoas. E você interage com elas, por bem ou por mau. Durante nosso dia nos relacionamos com objetos e serviços de toda natureza. Alguns nos ajudam muito, outros nem tanto. E podemos dizer sem exageros que nossas melhores experiências de uso são na verdade fruto de bons projetos de design. Quando este sucesso é obtido de forma intencional, sabemos que se valeram de uma das mais importantes características do processo de design: A empatia – se colocar no lugar do outro.

IDEO MOUSE

Aqui sem demagogias, trata-se da capacidade do projetista vestir-se na pele do outro para enxergar as suas necessidades que direcionam e motivam o projeto. A empatia é a meu ver a “pedra filosofal” do designer. É uma habilidade que dificilmente nasce pronta no indivíduo, pois é diferente daquela empatia, virtude da alma, que desejamos a todos os seres humanos. Estamos falando de uma mistura de competências técnicas, capacidade de observação, experiência e repertório, que pelo trabalho do designer, transformam aquilo que seria um mero objeto, em um canal de comunicação com outra pessoa. Este é o diferencial deste profissional, que projeta observando aspectos culturais, ergonômicos, psicológicos, normativos, para obter a melhor conexão com o usuário.

Quando o design surgiu, veio resolver uma necessidade industrial de fabricação de objetos, uma demanda cada vez maior e desafiadora. Mas sempre surgem problemas novos. Hoje departamentos de design são considerados estratégicos. Já vemos designers auxiliando departamentos a aplicarem ações dentro de grandes empresas.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Isto se deve a percepção que o método de solução de problemas que este profissional domina, pode ser empregado a outros campos do conhecimento. Por este motivo empresas que buscam inovação e processos melhores, empregam designers em diversas áreas do seu negócio, por reconhecer que este pode auxiliar principalmente no projeto de experiências melhores tanto para os clientes externos como para os internos.

O que achou? Nos próximos artigos pretendo detalhar melhor o trabalho do designer. Gostaria de conhecer melhor algum aspecto? Deixe nos comentários!

O som e suas propriedades

O som e suas propriedades

Este capítulo é parte do curso “Como Projetar Caixas de Som”. clique aqui para ver o curso completo

Como aprendemos na escola, o som é uma onda, vibração, que se propaga somente por meios materiais, por exemplo madeira, aço, água e também pelo ar. Sua velocidade de propagação no ar é de aproximadamente 340 metros por segundo na temperatura de 20ºC. Isto é, 1220Km/h! Isso se dá através de ondas de pressão e descompressão que se dispersam pelo ambiente a partir da fonte, crescendo em formato de esfera. Analogamente a representação em duas dimensões seria como uma onda se propagando na superfície da água, visto de cima.

 

croqui representando a propagação da onda sonora

 

Diagrama esquematico mostrando o comportamento de uma onda sonorainfografico mostrando o som sendo absorvidoDependendo das propriedades da onda e dos objetos que ele encontrar pelo caminho, o som pode ser refletido, desviado ou absorvido. Você pode inclusive fazer estas experiências na água, colocando alguns objetos no caminho das ondas e observando como elas se comportam. Estas propriedades básicas deverão ser levadas em conta no projeto de qualquer instrumento musical, e isto inclui nossas caixa acústicas. Tudo isso faz do som uma matéria complexa e que apresenta uma gama muito grande de variantes. Tome como exemplo a musica. Nunca soa igual em cada canto deste mundo. Nos causa sensações diferentes dependendo do instrumento que ouvimos, ambiente em que estamos, etc. Podemos logo perceber que cada instrumento tem seu som característico, sua intensidade e tom.

 

 

 

Intensidade, timbre, freqüência, freqüência audível

Quando analisamos uma onda sonora captada por um microfone por exemplo, é mais ou menos como na figura abaixo que a vemos:

Grafico da função seno mostrando periodo e amplitude

Forma de onda senoidal

 

No sentido horizontal do pequeno gráfico, corre o tempo, a medida que o tempo passa podemos ver no sentido vertical como varia a intensidade do som. Ainda nesta figura existe uma segunda informação sobre esta onda. É o seu formato. A forma da onda define o timbre do som que estamos ouvindo. Por exemplo, o formato da onda acima poderia ser o som de um diapasão, que gera ondas de formato senoidal. Seriam muito diferentes os formatos de ondas do som de um saxofone ou de um violino, ou até da voz de pessoas diferentes.

A amplitude define a intensidade do som, o período, que é o tempo que dura uma oscilação, define e freqüência (Freq = 1/período), que por sua vez define as notas musicais e a diferenciação grave-agudo.

Variações nestes parâmetros: timbre, intensidade, freqüência  tornam possíveis toda a gama de sons que ouvimos no dia-a -dia. Vamos tomar como exemplo a música clássica. Sabemos claramente a diferença entre os sons de uma harpa e de um violino, mesmo que estejam tocando a mesma nota na mesma intensidade. Isto porque o timbre dos dois é bastante distinto.

 

grafico mostrando forma de onda do violino e da harpa

de forma ilustrativa, formas de onda (timbre) entre violino e uma harpa

 

 

Quanto a intensidade, tem relação com quão forte ouvimos um som. Cabe aqui uma atenção especial. O correto entendimento de como percebemos variações de intensidade é de muito importância para nós.

A unidade de medida de intensidade sonora é o decibel, ou seja 1/10 do Bel. Esta unidade foi criada para se tratar diferenças entre grandezas como voltagem, corrente, potência etc. A razão principal para a criação desta unidade foi que por se tratar de uma escala logarítmica, pode-se comparar e trabalhar intensidades de sinal muito pequenas com outras muito grandes. Como se não bastasse, nossa audição também reage a estímulos de forma logarítmica, de modo que o decibel torna-se uma unidade que se casa perfeitamente com nossa necessidade.

grafico que mostra que nossa audição também reage a estímulos de forma logarítmica

nossa audição reage a estímulos de forma logarítmica

 

É fácil entender porque percebemos sons em escala logarítmica. Veja na figura acima que se a escala fosse linear (vermelha), teríamos muita dificuldades de ouvir sons fracos, como um sussurro, mas se alguém estourasse uma bombinha perto de nós, pensaríamos que se tratava do fim do mundo. Já a escala logarítmica (azul), devido a sua acentuada curvatura no início da escala, permite que sons muito fracos sejam percebidos e sons quando cada vez mais fortes, vão sendo comprimidos em um limite superior da escala. Por este motivo, as vezes não acreditamos que um som está alto demais, a partir de certo ponto não percebemos tão bem as diferenças de amplitude.

O decibel é definido como uma razão logarítmica:

 

dB = 10 x log(P1/P0)

 

Onde P0 é uma potência de referência e P1 é a nova potência. Por exemplo, a diferença em dB que consigo quando injeto 100W em uma caixa que antes tocava com 50W é:

 

10 x log(100/50) = 10 x log(2) = 3dB

 

logo, se antes a caixa tocava 110dB a 50W, agora toca 113dB a 100W

na prática, quando se dobra a potência o nível em dB cresce tres unidades.

 

A menor variação de intensidade sonora que podemos detectar é 1dB, mas na prática, devido a diferenças fisiológicas entre as pessoas, a média corresponde a 3dB.

A intensidade sonora ou SPL, do inglês “Sound Pressure Level”,  também varia com a distância, por isso sempre que especificar uma caixa ou alto-falante, deve-se dizer a que distância o som foi medido, para que sirva como comparação válida.

 

A fórmula é parecida com a anterior. Para avaliar o SPL em função da distância, troca-se a potências pelas distâncias de referência (d0) e nova distância (d1):

 

dB = 20 x log(d1/d0)

 

Você perceberá que na prática o SPL cai seis unidades a medida que se dobra a distância de audição

 

 

Níveis de pressão sonora de alguns sons:

 

Nível dB Som característico
0-10 Limite da audibilidade
20-30 Dentro de casa à madrugada em bairro tranqüilo
30-40 Sussurro a 1,5metros
40-50 Sons normais dentro de uma residência
50-60 conversa normal entre duas pessoas
70-80 Nível ótimo de conversação para máxima inteligibilidade
80 a 110 – nocivo aos ouvidos se exposto por longos períodos
80-85 Dentro de um carro esporte a 80Km/h
80-90 Perfuratriz pneumática a 15m
90-100 Ruídos dentro de uma indústria
100-110
Fones de ouvido em volume max.
>110 – Dano auditivo permanente
110-120 Show de rock em locais fechados
Limiar do desconforto
120-130 Decolagem de avião a jato a 50m
Limiar da dor auditiva
130-140 Sirene antiaérea a 30m
Continua até 200 (aprox o  limite)

 

 

Ouvir música em volumes muito altos acaba provocando desconforto e cansaço mesmo que antes dos 100dB. O volume ideal para se ouvir música de forma prolongada e sem que provoque desconforto ou dores de cabeça é em torno de 65dB.

Outro ponto importante que não pode passar batido é com relação à gama de freqüências que podemos ouvir. O ser humano jovem consegue ouvir sons entre 20Hz e 20000Hz. Se forem tocados uma série de sons de 20Hz a 20KHz, todos de mesma intensidade e timbre, vamos perceber que certas faixas ouvimos melhor do que outras. Por exemplo, ouvimos muito bem os tons compreendidos entre 200 e 9000Hz, coincidentemente(?!), a voz humana encontra-se dentro desta faixa.

É muito importante ter conhecimento da faixa de freqüência que queremos reproduzir com uma caixa. Nosso desafio aqui será principalmente com as baixas freqüências. Você poderá ter mais noção disto observando uma curva de resposta de uma caixa acústica:

 

 

 

 

 

 

grafico que denota a resposta de frequencia de uma caixa de som

ploter de resposta de frequencia caixa de som

Este gráfico trata da resposta de freqüência de uma caixa tipo monitor de estúdio de gravação. É nela que os músicos conferem o resultado do que acabaram de gravar, portanto, ela deve atender certos requisitos de qualidade. O primeiro deles é quanto a resposta de freqüências, mais especificamente a planicidade da resposta.  É a faixa de freqüências que a caixa consegue tocar com qualidade. Para se levantar dados para esta curva, faz-se com que um aparelho gerador de sinais de referência, produza uma varredura de freqüências de intensidade constante, que começa antes de 20Hz e vai até depois de 20KHz . Com um microfone capta-se o som da caixa e a intensidade é registrada para cada freqüência.

Repare que a curva torna-se plana a partir de 100Hz (apesar das pequenas irregularidades, considera-se plana) e permanece assim até 20KHz. Esta planicidade é importante pois garante que todos os sons compreendidos dentro desta faixa serão reproduzidos na mesma proporção com que foram gravados. Note que abaixo de 100Hz, a intensidade dos sons da caixa cai quase que linearmente. Isto é perfeitamente normal, depende do conjunto falante-caixa. Como é padrão considerar uma tolerância de +/-3dB, pode-se dizer que esta caixa toca de 70Hz a 20KHz a +/-3db. Este rendimento corresponde a quase todas as caixas de conjunto mini-system do mercado.  Porém estas possuem outras características de menor qualidade que um monitor de estúdio.

 

Sejamos francos, qualquer alto falante, em qualquer caixa, vai gerar som quando for ligado a um aparelho apropriado. De fato tocará música e provavelmente entenderíamos todas as palavras que o cantor dissesse. Então você deve estar se perguntando: Para que então tanta ladainha? vamos logo construir esta caixa!

Calma que eu explico:

Um alto falante trata-se de um aparelho que retém em si conceitos de engenharia e conhecimentos muito avançados. Um projeto de um alto falante, pode demandar de meses a anos de trabalho, dependendo do grau tecnológico da empresa. Durante este período são estudadas as maneiras para que este componente de mecânica fina reproduza o mais fielmente possível a peça musical tal como ela fora executada no ato da gravação. Deve-se considerar ainda que o principal ator neste processo é o ar e que este altera drasticamente suas propriedades de acordo com a temperatura, pressão, umidade etc. Imagine o esforço dos engenheiros em imaginar um modo de driblar estas variáveis para que o resultado final seja aproximadamente o mesmo independente das condições do ambiente. Durante sua produção, todo o processo é controlado nos mínimos detalhes para que cada peça fabricada seja igual a seguinte, com exatidão de até tres casas decimais. Sendo assim não podemos pegar um alto falante novinho e instala-lo em qualquer caixa, provavelmente estaríamos jogando por água abaixo todo o trabalho daquelas pessoas. O fabricante não está  “nem aí” porque o preço salgado que você pagou pelo falante acaba garantindo o salário deles. Mas o pior nesta história é que você acaba comprando um ótimo produto, mas por colocar em uma caixa não adequada, este acaba por não render como você esperava e a sensação é de que é você que está jogando fora o dinheiro. Pergunte para quem trabalha com campeonatos de intensidade sonora, qual a importância de cálculos precisos. Verá a preocupação que eles tem em extrair o máximo dos alto falantes, o que nem sempre se resume a colocar mais potência, mas sim um projeto de caixa mais preciso.

Se a preocupação for com qualidade de reprodução, aí você realmente terá que executar um trabalho que com certeza deixaria os engenheiros muito felizes. Isto porque estes veriam seu alto falante realizando exatamente o trabalho para o qual fora projetado, que é de tocar com qualidade e planicidade em toda sua faixa de trabalho. E fatalmente isto só é conseguido por poucas caixas (para não falar uma caixa)  dentro de uma infinidade de modelos em que você poderia colocar o seu falante.

Por estas e outras que o leitor compreenderá de agora para frente a importância dos cálculos das caixas acústicas, porque como o próprio título diz, queremos aqui aprender a construir caixas de qualidade superior!

Tratamento atóxico em madeiras

 

Visando oferecer produtos o mais amigáveis possível, recomenda-se que os itens em madeira sejam protegidos com materiais de baixa toxidade ou mesmo atóxicos. Normalmente estes meios de proteção mais naturais foram abandonados da indústria por serem um pouco mais demorados de se aplicar e em casos de produtos que ficam ao tempo, necessitam de reaplicações frequentes. Contudo pode-se ter certeza que não estará levando para dentro de casa solventes perigosos para sua família.

A forma de proteção de madeira mais simples é a aplicação de óleos. No caso recomendamos o óleo de linhaça:

ScreenHunter_288

Na madeira seca, faça o lixamento da superfície com lixa 200 e posteriormente lixa 400. Busque a uniformidade, eliminando farpas e possíveis desalinhamentos.

Inicie aplicado com um papel absorvente embebido, diretamente sobre a madeira .

Pessoa aplicando óleo de linhaça em uma peça de madeira
Após impregnar a superfície, enxugue o excesso de óleo , para que não formem poças.
aplicação de óleo de linhaça sobre madeira

superficie da caixa acústica acetinada com óleo de linhaça

 

 

 

DSC06377Após a secagem total do óleo que pode levar de um dia a uma semama, pode-se aplicar cera natural, à base de carnaúba e cera de abelha, obtendo-se um bonito acabamento uniforme e com brilho acetinado.
engenheiro utilizando um programa de calculo virtual no computador

10 programas grátis indispensáveis para inventores

 

Chris Anderson em seu livro “A cauda longa” alertou que os grandes hits já não tem o mesmo apelo que tinham no passado. Sejam as grandes gravadoras, editoras de best-sellers, estúdios de hollywood ou fabricantes de softwares, todos hoje dividem o mercado com todo um universo de opções oferecidas principalmente pela internet. Muitas vezes, as opções que o cliente tem acesso são mais adequadas, mais baratas ou até mesmo grátis.

Um dos maiores benefícios que a internet oferece é sem dúvida a possibilidade de procurar e utilizar ferramentas que antes eram disponíveis somente a profissionais especializados e a um custo altíssimo.
Lembro-me por exemplo que programas de desenho técnico como o Autocad por exemplo, só estavam disponíveis para arquitetos e engenheiros em grandes escritórios de projeto.

Atualmente existem diversas ferramentas grátis (freewares e opensource) disponíveis, e com capacidades que podem até superar softwares pagos. Vou tentar listar algumas que podem ser úteis para quem desenvolve algum produto.

 

 

1-Draftsight:draftsign

Como já citei o Autocad, conhecido programa que apesar de ter capacidades para criar em 3D, dominou mesmo o universo de desenhos técnicos para arquitetura, engenharia e projetos mecânicos. Há várias alternativas FREEWARE, mas apresento o 3DS draftsight, mesma empresa do Solidworks.


 

2-Blender: blender

Modelagem virtual e animação 3d que rivaliza com os maiores do mercado.


 

3-FreeCad:

FreeCAD é um software de modelagem 3D para bater de frente com concorrentes como solid works e inventor, produzindo arquivos para serem usados na indústria metal mecânica, design e no desenvolvimento de produtos

 


 

4-Cfd studio: cfdstudio

Está com um problema de escoamento ou condução de calor de difícil solução nas mãos? Tente usar o CFD studio , software brasileiro desenvolvido pelo departamento de engenharia mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina.

 


 

5-Scilab: scilab

Poderoso como seu similar o Matlab, é dedicado à solução de problemas matemáticos e científicos por meio de uso de métodos numéricos e simulações.

 


 

6-Gimp:ScreenHunter_455

Nada de photoshop pirata, use o GIMP (The GNU Image Manipulation Program) que atente a quase todas as necessidades dos usuários de photoshop.

 


 

7-Scketcup:sketchup

Já conhecido disponibilizado pelo Google, o software é capaz de realizar modelagem 3d rápida e geolocalizada. Grande biblioteca on-line de objetos.

 


 

8-Freemind: freemind

organize seus pensamentos e projetos com essa ferramenta de mapa mental.

 


 

9-Openproj: opemproj

qualquer projeto necessita ser gerenciado. O openproject apresenta uma alternativa aos lideres de mercado Primavera e Microsoft project.

 


 

10-Openfoam(Linux):

openfoam

Analise de escoamentos de flúidos por volumes finitos (computational fluid dynamics CFD). Ferramenta muito poderosa, porém é necessário ter algum conhecimento na área para se tirar maior proveito. Talvêz possa-se eleger como seus similares pagos , os softwares: Ansys, Star ccm ou Fluid.

Em breve voltaremos para falar de novas ferramentas totalmente opensource voltadas para engenheiros e pesquisadores.

Robonauta da nasa halteres

Empresa brasileira destaca-se em desafio robótica da DARPA

Robonauta da nasa halteresUma empresa brasileira está se destacando dentre as equipes participantes do desafio de robótica da DARPA, nos Estados Unidos. A DARPA é uma agencia americana de fomento de projetos avançados e pesquisas militares. Alguns já devem ter ouvido falar no Urban Challenge, também fomentado pela agência, o qual colocam-se à prova veículos robôs de navegação autônoma através de obstáculos urbanos comuns a todos nós. Pois agora a Agencia estará premiando a equipe que obter melhor desempenho no desenvolvimento de robôs humanóides.

 

A Mogai é uma empresa de tecnologia que desenvolvem projetos e conta com apoio de agencias de fomento como a FINEP. Nesta etapa da competição os competidores deverão simular um protótipo virtual fornecido pela DARPA, competindo com equipes como a NASA e MIT. A equipe brasileira que também possui integrantes a UFES, montou o sistema operacional do robô que deverá funcionar um robô real no futuro. O vencedores da competição levarão US$ 2 Milhoes.
O robô humanoide deverá realizar atividades comuns, como dirigir, caminhar por terrenos difíceis, Usar ferramentas e equipamentos de resgates comuns, feitos para serem usados por humanos.

 

Outra empresa Americana recentemente apresentou seu robô, chamado Petman. A boston Dynamics desenvolve Máquinas autônomas para diversas misões e também tem o fomento da DARPA. veja os vídeos:

 

 

 

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Como se joga o lixo no Japâo

Infelizmente não me lembro mais quem me enviou a figura abaixo, mas deixo o espaço para que se manifestem caso souberem de onde surgiu. Lembro-me que esta pessoa explicou que esteve no Japão e lá existem normas para se dispor do lixo. E a prefeitura trata de deixar a todos informados sobre isso por meio das instruções, brilhantemente traduzidas por esse nosso colega misterioso.

folha com instruçoes para dispor lixo no japão

Agora fico pensando o quanto ainda estamos distantes de uma sociedade melhor. Não por não sermos capazes de fazer algo semelhante, mas por não ver a mínima disposição de nossos governantes para tal.

O primeiro carro 100% LED é da Mercedes

Já parou para pensar quanta energia está sendo desperdiçada nos congestionamentos levando-se em conta aquela quantidade de luzes acesas com carros parados? Sim, refiro-me a faróis e luzes de posição dos veículos.

 

avenida transito lento

 

Tenho certeza que você já deve ter visto por aí inúmeros modelos de automóveis com lanternas e decorações com luzes LED (Diodos emissores de luz). Ficam bonitos mesmo. A utilização de diodos emissores de luz não só proporcionou maior liberdade de design como permitiu vantagens como o baixo consumo de energia em comparação às lâmpadas convencionais, o acendimento praticamente imediato, a possibilidade de se controlar melhor eletronicamente, e a baixa manutenção. Uma Unidade LED pode ter uma vida útil de 100.000 horas, se aplicado corretamente. Só para comparar uma lâmpada incandescente atualmente não passa das 2000.

 

Vista frontal do Mercedes Benz Class S

 

Pois bem, para aplicações de maior potência ainda eram utilizadas lâmpadas incandescentes ou os malditos faróis de Xênon. A Mercedes no seu modelo S-Class, simplesmente eliminou toda a iluminação incandescente por LED’s. Não foi só nos faróis, mas no carro inteiro! Só no interior do veículo são aproximadamente 300 LED’s.

 

Lanternas traseiras Mercedes class S

 

Faro alto adaptável

 

Com as novas tecnologias incorporadas, não há mais necessidade do motorista comutar entre farol alto e baixo, aumentando a segurança da condução. O Facho alto pode ser deixado permanentemente ligado e é comutado automaticamente toda vez que um motorista em sentido contrário entra no cone de luz do Mercedes. Isto é possível graças ao sistema de reconhecimento de imagens. Em conjunto com cameras de Infra-vermelho, pode-se, aos moldes do sistema FLIR das aeronaves, detectar também pedestres e animais em rota de colisão.

 

 

Agora queremos ver tudo isso nos projetos nacionais. Vamos aguardar para ver quando nossas montadoras irão adotar a solução em massa. Com as exigências do Inovar Auto, Deixo a dica: Adoção de LEDS reflete em economia de combustível e redução de emisões heim!

 

fonte: daimelr.com