Como fazer caixas de som cap. 8 – Tipos de caixas de som, vantagens e desvantagens

Como fazer caixas de som cap. 8 – Tipos de caixas de som, vantagens e desvantagens

Os Tipos de caixas de som

Este capítulo é parte do curso “Como Projetar Caixas de Som”. clique aqui para ver o curso completo

 

Existem várias configurações possíveis para que se construa uma caixa acústica.

São mais comuns hoje em dia as caixas seladas e dutadas devido a sua menor dificuldade de construção e projeto. Esta apostila vai se concentrar no estudo destas duas modalidades mas a saber, existem também as caixas band-pass, cornetas, eletroacústicas, linha de transmissão etc.

Obviamente cada caixa possui seus pontos fortes e suas desvantagens também. Vejamos por exemplo a caixa selada:

 

Caixa selada

 

Normalmente apresentam boa resposta a transientes, que são variações rápidas do som, como em um ataque da bateria. Caixas seladas apresentam a possibilidade de se conseguir respostas planas. Devido ao bom controle do cone, apresenta também baixa distorção e exatamente por este motivo, pode-se utilizar altofalantes de grande excurssão, que devido ao volume interno fixo, torna-se fácil o controle de Xmax. Deste modo suportam potências maiores sem danificar o alto-falante.

Caixas seladas são boas reprodutoras de sons graves puros e profundos. Também reproduz bem musica nacional, pop, rock, dance.

 

Caixa selada para uso automotivo

 

Variando o volume de uma caixa selada podemos ter:

– Menor Volume:

  • FC e F3 sobem;
  • Resposta de graves fica prejudicada e a curva de resposta adiquire um pico proporcinal a redução do volume.
  • Na regiao do pico, os graves se intensificam;
  • Pode-se injetar mais potência
  • Som seco, grave de ataque

– Volume maior:

ü  Fc e F3 caem
  • Toca frequencias mais baixas
  • A resposta se planifica
  • Menor potência aplicável
  • Graves profundos e naturais

 

Sem dúvida é a caixa ideal para o iniciante. É de fácil cálculo e montagem. Proporciona bons resultados e já consegue que o leitor se familiarize bem com os termos. Também trata-se de uma caixa de ótima qualidade, sendo a preferida de muitos puristas.

 

 

 

 

 

 

 

A próxima caixa que vamos tratar é a dutada. A primeira diferença que enxergamos é o duto de sintonia:

 

 

Você pode pensar que trata-se de apenas uma caixa com um furo a mais, mas acredite que este tubo é de suma importância para seu funcionamento.

O duto também funciona como emissor sonoro, contribuindo nas respostas de baixas frequências . O duto apropriado desobriga que o alto falante tenha alta excursão de cone para que renda bem em baixas frequencias, de modo que é possível a utilização de falantes de maior sensibilidade, devido a estes possuirem conjunto móveis mais eficientes (os conhecidos “bordas-secas” usados em som profissional).

 

Caixa dutada B&W

Repare o tweeter no alto, o

duto embaixo e o woofer entre eles

 

As caixas dutadas fornecem uma melhor resposta de graves, alto SPL, boa resposta a transientes, mas inferior às seladas. Boa para quem deseja graves reforçados ou utilização ambientes abertos, por ter +3dB de vantagem sobre a selada.

Permite muitas variações de utilização a partir de alterações na frequencia de sintonia e volume da caixa

Boa para batidas graves extendidas, como sinfônicas, jass, axé, etc.

A excursão do cone abaixo de fb cresce muito rápido, de modo que é necessário cuidadoso cálculo ou utilização de um filtro subsônico (barra as frequencias baixas que fazem o cone entrar em sobre excursão).

Muitos purista não gostam de caixas dutadas pois dizem que introduzem distorções no som, que eles chamam de coloridos. Porém elas continuam ainda sendo utilizadas em larga escala nos mais modernos aparelhos HI-FI.

Home theaters e micro systens pequenos de baixo custo utilizam em sua totalidade caixas dutadas, por que, de outra forma, seria necessário um amplificador duas vezes mais forte para alcançar a mesma pressão sonora com uma selada.

 

Existem ainda as caixas tipo band-pass, são utilizadas sempre como sub-woofers e apresentam um spl maior que as dutadas em 3dB, e logicamente 6dB maior que as seladas. Contudo, além de ser de mais difícil cálculo e construção, não permite que ouçamos as distorções provocadas por sobre excursão do cone do falante, podendo o estar danificando sem que estejamos sabendo.

 

Consistem de dois volumes, um selado e outro com um duto sintonizado. O alto falante é posicionado entre os dois recintos acústicos, os quais possuem dimensões críticas, e não fica visível. Fica interno a caixa.

É chamada também de radiador indireto, pois somente o duto irradia pressão sonora para o ambiente. Seu cálculo deve ser minucioso e não vamos fazer aqui, porém os softwares que indico fazem com precisão.

Caixas como esta criam graves vigorosos em shows e cinemas, utilizando alto falantes profissionais. Seu uso também se disseminou em som automotivo com grande sucesso. A desvantagem desta caixa é o seu tamanho avantajado.

Veja a figura:

Caixa Band-Pass automotiva com

parede frontal de acrílico e iluminação

para que os alto falantes internos fiquem visíveis

 

Quando se procura um grave realmente poderoso no interior de ambientes, como automóveis, salas, ou quando ao ar livre, todas estas caixas podem ser projetadas de modo a produzirem um pico na curva de resposta, próximo a freqüência de ressonância do local. Em veículos por exemplo é algo entorno de 70Hz. Os fabricantes de som automotivo sempre sugerem caixas para seus alto falantes que apresentam um pico de quase 4dB nesta região.

Quando não há a possibilidade de se instalar caixas de graves potentes em salas grandes como teatros ou cinemas, costuma-se instalar caixas picos grandes para compensar as absorções nos estofados e platéia  (em +/-50Hz) e aproveitar o reforço introduzido pela ressonância do local. Apesar de produzir um som intenso, na verdade a resposta de graves fica prejudicada.

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